quinta-feira, 22 de abril de 2010

O Pequeno Que Somos



No meio de tantos abusos e de "faltas de respeito" a que é sujeita pelo homem,a mãe natureza,de vez em quando,faz questão de nos lembrar o quanto poderosa é no seu papel de determinar como o nosso mundo gira sobre si mesmo bem como sobre a sua acção no desenrolar das nossas vidas...são as catástrofes naturais,tais como terramotos e tornados que,felizmente,não nos atingem muito...assim como as catástrofes que,começando por serem naturais,têm consequências devastadoras por acção anterior do homem,como se viu na Madeira...

Quer numa ou noutra situação,a influência do homem contra a fúria da natureza é totalmente impotente...nada mais ele pode fazer do que esperar que as coisas acalmem para depois,avaliados os estragos,recomeçar tudo de novo...e,se na maior parte dessas situações,é apenas um povo que sofre,há outras em que é quase um continente inteiro a sofrer com os seus "amuos"....vem isto a propósito de um pequeno vulcão cujo nome nem me atrevo a ditá-lo,situado na distante Islândia,ter lançado para os céus,uma imensa e inesperada núvem que transtornou a vida a muita gente...gente essa,habituada à rapidez e eficácia de um meio de transporte que a leva para um destino a milhares de km`s de distância de casa,num par de horas,viu como a sua vida programada pode ser reduzida à insignificância perante um desígnio da natureza...e tal como antes referi,nada mais essa gente pôde fazer do que esperar ou encontrar outras alternativas de transporte mais morosas e mais incómodas...e,sobretudo,imprevistas...

Vivemos num mundo cada vez mais artificial,cada vez mais programado,onde damos cada vez menos atenção à "entidade" que o criou e o moldou...por vezes,sentimo-nos tão imunes que pensamos que o nosso destino só será determinado por nós próprios...mas,no fundo,poderá não ser bem assim...e a tão inesperada núvem veio nos mostrar isso...pessoalmente,não me incomodou nada...mas,ao ver na tv todas aquelas pessoas sentadas nos aeroportos de cá e de lá fora,resignadas e frustradas,não pude deixar de pensar no que,realmente,pequenos somos...

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