O Uso Que Realmente Damos à Nossa Herança
Esta semana que caminha para o seu fim,começou com o comemorar de mais um aniversário do nascer de liberdade no nosso país que estava,há muito,reprimido...demasiadas e variadas dissecações sobre o quando,o como,o porquê,o onde,já foram feitas pela sociedade e assimiladas mesmo por todos aqueles que nasceram depois desse acontecimento ter tido lugar...os seus proveitos e as suas consequências é que parecem ser pontos de vistas divergentes entre todos nós...há aqueles que aclamam que após esse dia,passámos todos a viver num estado livre,democrático,mais justo...e existem os outros que defendem a tese do "meu rico Salazar"...poderá ser estranho quem defenda a existência de uma ditadura,um regime fechado e austero,onde muita coisa que é hoje natural fazer,era proíbida mas,de certa forma,eu compreendo...porque isso não passa de um desabafo próprio de alguem desiludido com o rumo que as coisas tomaram...no fundo,não defendem a ditadura em si mas sim,alguns aspectos que nela existiam...
Uma das características da sociedade moderna,é o facto de não se confiar em ninguem...vivemos todos,sobretudo nas grandes cidades,num mundo só nosso,de pouco convívio,de pouca naturalidade e de muita desconfiança...isso deve-se ao medo,à violência e à insegurança que o tal "nascer de liberdade" nos veio trazer a pouco e pouco,a tal ponto que,hoje em dia,ler um artigo no jornal sobre um assalto ou um assassínio qualquer,é uma coisa quase banal...e é nessas alturas que,muitas vezes,ouço o meu pai deixar escapar "no tempo do Salazar é que era.."...ele,mais do que eu,sabe bem do que fala...não só era raro haverem acontecimentos desse género como jamais os seus responsáveis saíam impunes,como algumas vezes acontece agora...
Mas,com o passar dos anos,tem havido um outro fenómeno não tão visível e muito mais generalizado entre nós,que tem vindo a crescer...refiro-me ao constante desrespeito que pomos nas nossas acções do dia a dia,em relação aos outros...ao não querer saber se,aquilo que fazemos no momento,está ou não a incomodar ou prejudicar o nosso semelhante...é um fenómeno muito mais recorrente na geração "pós 25 de Abril" do que na anterior e descreve-se em comportamentos fomentados na ganância,no egoísmo,no desrespeito,onde aquilo que importa,somos nós próprios e não aquilo que os outros pensam...basta parar um pouco e pensar em certas atitudes que hoje vemos e,se calhar,temos também para reconhecer algumas dessas situações que sabíamos que eram mal vistas ou mesmo impensávéis há alguns anos atràs e que hoje "parecem" ser tão normais...e,para mim,é essa a nossa maior herança da revolução dos cravos...
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O Pequeno Que Somos
No meio de tantos abusos e de "faltas de respeito" a que é sujeita pelo homem,a mãe natureza,de vez em quando,faz questão de nos lembrar o quanto poderosa é no seu papel de determinar como o nosso mundo gira sobre si mesmo bem como sobre a sua acção no desenrolar das nossas vidas...são as catástrofes naturais,tais como terramotos e tornados que,felizmente,não nos atingem muito...assim como as catástrofes que,começando por serem naturais,têm consequências devastadoras por acção anterior do homem,como se viu na Madeira...
Quer numa ou noutra situação,a influência do homem contra a fúria da natureza é totalmente impotente...nada mais ele pode fazer do que esperar que as coisas acalmem para depois,avaliados os estragos,recomeçar tudo de novo...e,se na maior parte dessas situações,é apenas um povo que sofre,há outras em que é quase um continente inteiro a sofrer com os seus "amuos"....vem isto a propósito de um pequeno vulcão cujo nome nem me atrevo a ditá-lo,situado na distante Islândia,ter lançado para os céus,uma imensa e inesperada núvem que transtornou a vida a muita gente...gente essa,habituada à rapidez e eficácia de um meio de transporte que a leva para um destino a milhares de km`s de distância de casa,num par de horas,viu como a sua vida programada pode ser reduzida à insignificância perante um desígnio da natureza...e tal como antes referi,nada mais essa gente pôde fazer do que esperar ou encontrar outras alternativas de transporte mais morosas e mais incómodas...e,sobretudo,imprevistas...
Vivemos num mundo cada vez mais artificial,cada vez mais programado,onde damos cada vez menos atenção à "entidade" que o criou e o moldou...por vezes,sentimo-nos tão imunes que pensamos que o nosso destino só será determinado por nós próprios...mas,no fundo,poderá não ser bem assim...e a tão inesperada núvem veio nos mostrar isso...pessoalmente,não me incomodou nada...mas,ao ver na tv todas aquelas pessoas sentadas nos aeroportos de cá e de lá fora,resignadas e frustradas,não pude deixar de pensar no que,realmente,pequenos somos...
No meio de tantos abusos e de "faltas de respeito" a que é sujeita pelo homem,a mãe natureza,de vez em quando,faz questão de nos lembrar o quanto poderosa é no seu papel de determinar como o nosso mundo gira sobre si mesmo bem como sobre a sua acção no desenrolar das nossas vidas...são as catástrofes naturais,tais como terramotos e tornados que,felizmente,não nos atingem muito...assim como as catástrofes que,começando por serem naturais,têm consequências devastadoras por acção anterior do homem,como se viu na Madeira...
Quer numa ou noutra situação,a influência do homem contra a fúria da natureza é totalmente impotente...nada mais ele pode fazer do que esperar que as coisas acalmem para depois,avaliados os estragos,recomeçar tudo de novo...e,se na maior parte dessas situações,é apenas um povo que sofre,há outras em que é quase um continente inteiro a sofrer com os seus "amuos"....vem isto a propósito de um pequeno vulcão cujo nome nem me atrevo a ditá-lo,situado na distante Islândia,ter lançado para os céus,uma imensa e inesperada núvem que transtornou a vida a muita gente...gente essa,habituada à rapidez e eficácia de um meio de transporte que a leva para um destino a milhares de km`s de distância de casa,num par de horas,viu como a sua vida programada pode ser reduzida à insignificância perante um desígnio da natureza...e tal como antes referi,nada mais essa gente pôde fazer do que esperar ou encontrar outras alternativas de transporte mais morosas e mais incómodas...e,sobretudo,imprevistas...
Vivemos num mundo cada vez mais artificial,cada vez mais programado,onde damos cada vez menos atenção à "entidade" que o criou e o moldou...por vezes,sentimo-nos tão imunes que pensamos que o nosso destino só será determinado por nós próprios...mas,no fundo,poderá não ser bem assim...e a tão inesperada núvem veio nos mostrar isso...pessoalmente,não me incomodou nada...mas,ao ver na tv todas aquelas pessoas sentadas nos aeroportos de cá e de lá fora,resignadas e frustradas,não pude deixar de pensar no que,realmente,pequenos somos...
segunda-feira, 29 de março de 2010
Porque tudo se inicia...?
Nunca pensei na vida em criar um blog e vir falar para aqui sobre as mais díspares coisas...considero mesmo que é um hobbie,um diário e,ao mesmo tempo,uma consequência dos tempos de hoje...na verdade,as pessoas estão de tal forma mais individualizadas que se fecham numa redoma,qual porto de abrigo que elas encontram para se refugiarem da falta de tempo e da falta de confiança do contacto directo com o próximo,da falta de segurança que encontram diariamente no mundo exterior...e muitas vezes,da própria falta de confiança que têm em si mesmas...sim,é verdade,todas essas pessoas vivem agora numa espécie de comunidade virtual,num mundo alternativo onde se pode ser o que se quiser,onde podemos agir de forma diferente da do mundo real,onde podemos levar uma vida completamente oposta da nossa existência terrestre...
Realmente,este mundo virtual é uma coisa fantástica e não admira nada que cada vez mais pessoas se isolem e vivam a vida assim...afinal,o mundo virtual "dá-nos" tudo...ensina-nos coisas tão diferentes e variadas como "quem foi o 2º rei da Suécia" ou "como fazer um bacalhau com natas"...permite-nos ir às compras sem sair de casa,permite-nos ler todos os jornais e revistas que quisermos sem termos que pagar por eles,permite-nos viajar e conhecer outras paragens longíquas sem necessidade de fazer as malas....ler um livro,ouvir música,jogar o jogo da moda,ver um filme,tudo isso está só à distância de um click...permite-nos socializar em segurança com o mundo de "lá fora"...até nos ensina como fazer amor...que mais se pode querer?...haverá algo melhor?...claro que sim...
Por muito perfeito que este mundo virtual seja,não se compara em nada ao mundo real...e mesmo que este tenha todas as suas amarguras,perigos e tristezas também nos dá todas aquelas emoções e sensações autênticas que nos fazem moldar e nos definir como homens e mulheres...
Mas então,perguntam,qual a razão de ser deste blog?...não é mais do que partilhar as minhas ideias e convicções sobre tudo e mais alguma coisa,factos da vida,acontecimentos,tendências,realidades...uma espécie de rabisco permanente ao alcance de quem quiser...sim,porque este mundo virtual sempre nos dá a mais válida de todas as coisas "virtuais",a possibilidade de nos darmos a conhecer a pessoas que nem sequer imaginamos que existem...
Realmente,este mundo virtual é uma coisa fantástica e não admira nada que cada vez mais pessoas se isolem e vivam a vida assim...afinal,o mundo virtual "dá-nos" tudo...ensina-nos coisas tão diferentes e variadas como "quem foi o 2º rei da Suécia" ou "como fazer um bacalhau com natas"...permite-nos ir às compras sem sair de casa,permite-nos ler todos os jornais e revistas que quisermos sem termos que pagar por eles,permite-nos viajar e conhecer outras paragens longíquas sem necessidade de fazer as malas....ler um livro,ouvir música,jogar o jogo da moda,ver um filme,tudo isso está só à distância de um click...permite-nos socializar em segurança com o mundo de "lá fora"...até nos ensina como fazer amor...que mais se pode querer?...haverá algo melhor?...claro que sim...
Por muito perfeito que este mundo virtual seja,não se compara em nada ao mundo real...e mesmo que este tenha todas as suas amarguras,perigos e tristezas também nos dá todas aquelas emoções e sensações autênticas que nos fazem moldar e nos definir como homens e mulheres...
Mas então,perguntam,qual a razão de ser deste blog?...não é mais do que partilhar as minhas ideias e convicções sobre tudo e mais alguma coisa,factos da vida,acontecimentos,tendências,realidades...uma espécie de rabisco permanente ao alcance de quem quiser...sim,porque este mundo virtual sempre nos dá a mais válida de todas as coisas "virtuais",a possibilidade de nos darmos a conhecer a pessoas que nem sequer imaginamos que existem...
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